terça-feira, 27 de julho de 2010

quinze dias


Férias. Uma semana pra elas acabarem. E ao estalar de 2 de agosto apenas me restarão lembranças gostosas de raras tardes ensolaradas e risonhas, cheias de fotos, novidades, ansiedades; noites de internet e chocolate, conversas, querências. 
Vontades que serão transferidas para as próximas férias, impossíveis de serem realizadas nas míseras duas semanas dadas pela escola. Vontade de arrumar as malas, pegar um carro, um avião, um ônibus, o que for, e sair desse lugar, nem que fosse por dois ou três dias, apenas respirar um ar diferente, ver gente de outro lugar e esquecer um pouquinho o que deixamos e fizemos aqui. 
Nada como queremos, comigo definitivamente não é diferente, mas a trilha sonora desses quinze dias ainda toca nos meus fones de ouvido e ainda ecoa na minha cabeça, como de lembrança de tudo que foi me permitido mudar durante esse período, de todos os conselhos, todas as palavras, todas as verdades, todas as  minhas conclusões. Como nunca tinha sido, novas músicas de bandas ouvidas desde sempre, vozes nunca ouvidas, batidas estranhas, pronúncias variadas; não só na música, na vida.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

notinha básica sobre mudanças


O blog nesses últimos dias sofreu mudanças. Mudamos nome, jeito, fotos e tudo mais que era preciso com o intuito de dar mais movimento a esse nosso cantinho indispensável, sabem como é, todo mundo gosta de ser ouvido. A partir de agora haverão novas tags sobre assuntos variados, porém sempre mantendo a essência que sempre foi isso aqui. Estamos tentando ao máximo divulgar, e vou contar à vocês que não é nem um pouquinho fácil, então se gostarem comentem com seus amigos, inimigos, pais, cachorro, papagaio e piriquito para eles virem aqui e darem uma lidinha.
Estamos tentando crescer, mas vocês sabem, ninguém cresce sem vitaminas, ferro e potácio, e vocês, leitores, são exatamente isso para nós, não temos como crescer sem vocês, não mesmo.
Bom, that's it! Qualquer ideia, opinião, sugestão, etc, é só comentar aqui que iremos ler com o maior carinho e tentar atender.
Obrigada!
Bjs

segunda-feira, 12 de julho de 2010

mil palavras








Venho com mais numa edição do Mil Palavras e trago um trecho da música "Vivo" de Lenine, um nordestino arretado de sotaque e com uma mente inteligente, criatividade e com toda certeza perceptiva. 


"Precário, provisorio, perecível
Falível, transitório, transitivo
Efêmero, fugaz e passageiro
Eis aqui um vivo

Impuro, imperfeito, impermanente
Incerto, incompleto, inconstante
Instável, variável, defectivo
Eis aqui um vivo

(...)

Não feito, não perfeito, não completo,
Não satisfeito nunca, não contente,
Não acabado, não definitivo"
                                                                                               Lenine



E afinal, é isso que realmente somos.


domingo, 11 de julho de 2010

120 min. de sangue espanhol


Nao foi Brasil, mas foi Espanha, e posso falar ? Foi merecidíssimo, primeiro título da história deles, muita garra, muita bola no pé, muita ginga, muita determinação e com certeza, muita emoção naqueles 120 minutos pura e totalmente dedicados a um objetivo de toda uma nação: a vitória.
Foi lindo ver o gol suado do fofo do Iniesta no fim do segundo tempo de prorrogação e ele, sem querer saber de nada, levantou a camisa e mandou sua mensagem pro mundo (por mais que eu nao saiba o que estava escrito...); foi emocionante ver o Casillas deixar o pranto rolar no momento em que o árbitro Howard Wells apitou o fim de jogo. Não segurei o sorriso em ver todos esses guerreiros espanhóis maravilhosos com a felicidade transbordando ao erguer a Taça do Mundo, quicava de alegria no sofá ao vê-los abraçando uns aos outros, festejando e carregando o troféu dourado pelo campo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

inércia poética


Sentado à mesa, sozinho em um quarto que me é tão inspirador tento criar alguma coisa digna de leitura, hoje já não sei se me é ou se me foi tão inspirador, rasgo cada frase mentalmente, piso em cada vírgula, descrente .
Descrente, de tudo, descrente de mim, o quê será dessa mera carcaça agora, sem ideias, sem palavras? Escrever eu sempre levei à sério, desde pequeno é a única coisa que faço bem, ou será que já não faço? Fazia ?
Escrever é um dom, e o quão gratificante é escrever algo e sentir que aquilo é a sua alma em palavras, seus ideais em poesia, a vida em versos, o mundo em prosa.
Me atrevo à dizer que escrevo, que escrevo bem, ah, como me atrevo! Mas são as crônicas que pagam as minhas contas, e os meus sorrisos de orgulho próprio em madrugadas tediosas de uma pacata segunda-feira. É preciso saber se orgulhar do que se faz também, ou será que esse surto branco, oco, vazio, acaba com palavras de uma vida inteira? Talvez agora eu me orgulhava.
Agora, olho atentamente pra cada canto da casa, rodando, preciso de uma inspiração, um sorriso quiçá, procuro a fonte, não a encontro.
Mas, amanhã é outro dia, então a gente deixa o coração falar também porque ele tem razão demais quando se queixa, o poetinha me disse um dia. Perdi as forças para lutar contra essa cegueira que me prende e me larga em lugar nenhum, vou dormir por uns instantes compridos.
E, ah, por favor, apague a luz e feche a porta quando sair.




Vinícius, velho, saravá !

" Vai tua vida, teu caminho é de paz, de amor, a tua vida é uma linda canção de amor "

Olá leitoresss, não fiz o post sobre os 20 anos de morte de cazuza, essa semana tá cheia de datas importantes não é mesmo? Pois é, super badalada infelizmente, quem dera que ele(s) ainda estivesse(m) aqui, hmmm .
Bom, hoje completam-se trinta anos sem Poetinha, sem Vinícius de Moraes, e como descrever Vinícius? Diplomata, letrista, poeta, jornalista, compositor, dramaturgo e sedutor né, porque casar nove vezes não é pra qualquer um.
Vinícius era daqueles caras sempre apaixonados, seu uísque era um companheiro fiel, mas não mais do que seus amigos, parceiros, lembrar de poetinha é lembrar de Toquinho, Tom, Carlos Lyra, Baden, nossa, ele teve tantos parceiros.
Paro de falar, Vinícius é maior que tudo isso, Maestro Soberano assim como Antônio Brasileiro, um exemplo, um exemplo .
"Poeta, poetinha vagabundo, quem dera todo mundo fosse assim feito você, que a vida não gosta de esperar, a vida é pra valer, a vida é pra levar"
VINÍCIUS, VELHO, SARAVÁ!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

nada além


Escola. Horário de recreio. Só imagine. Pessoas zanzando de lá pra cá, cadeiras sendo arrastadas, pessoas conversando, outras berrando e eu, observando. Olhares dúbios e atitudes estranhas nunca deram tanto o que pensar. Você conversava com elas e olhava, pra mim. Eu ria para ele e dava uma olhadela de lado, pra você. E quando eu passei, falando de alguma coisa boba ou simplesmente olhando para o all star surrado de sempre, os olhares cruzaram e vi uma interrogação no seu, aquele vinco na testa que sempre odiei estava lá. Corri, te abraçei, desmanchei aquele nó que na minha garganta se formava, te beijei e fui beijada como nunca... na minha mente, apenas. Porque aqui, na real life, no concreto, fiz como um pinguço que sempre quis beber whisky, mas continua pedindo cerveja dia após dia, abaixei a cabeça, não sorri, não olhei, não refleti, só sucumbi à dúvida que você pairou no ar e fiquei desejando insanamente que você pensasse em mim, que pensasse no meu sorriso como penso no teu, que sentisse a crueldade da insegurança na pele e que quisesse tanto quanto eu acabar logo com toda essa história.

domingo, 4 de julho de 2010

o fim


Cá neste leito vazio não paro por um pequeno instante de pensar no que foi e no que será, mas sem dúvidas, o será é tão claro quanto esse coração que com cuidado se arrasta a bater, e eu podia fechar os olhos, me desesperar, chorar, me entregar, ou tanto faz, mas agora, uso esse tempo que ainda me resta neste plano pra só pensar em coisas que me alegraram, me puseram feliz, memórias que eu não ousava relembrar faz tempo, e nossa, quanto tempo. E choro, choro rindo do que a minha vida foi, e do tempo que perdi, ou ganhei, tempo que só e não obstante, vivi.
Talvez, correr mais, encher a cara, viver mais amores e encher a cara novamente fossem coisas que eu devia ter acrescentado em maior quantidade à minha vida, viver mais amores, sem preocupações, sem ligar pra notas ou números, ou pro futuro.
Futuro, essa palavra foi bem pensada e cada escolha tinha esse quesito em análise, sinceramente, se pudesse ter meu passado inteiro nesse momento, eu jogaria esse quesito fora, não seria fácil, mas vivendo o hoje, o faria. No final a gente sempre acaba aqui e assim, uns mais velhos, outros mais novos, causas diversas, almas diversas, um único fim .
Hoje estou me definhando nesta cama fria e branca de um hospital que o nome não me recordo, pra quê nomes? Filhos e netos me visitam, mas pra quê visitas? Com 93 anos vividos muitas lembranças me correm e escorrem pelo tempo que se esgota cada vez mais rapidamente, as ruins que me frustraram tanto um dia, eu jogo fora com a maior facilidade, de quê elas me adiantam agora? E aqueles bens comprados, aquele dinheiro arrendado, aquele carro, aquela casa, ah, eu podia ter investido em uma viagem, hoje me dariam mais lembranças boas, ou talvez não, quantas brigas e quantos amores já vivi naquela casinha velha? Ah, foram muitos.
Sinto que me vou daqui alguns minutos e por mais estranho que pareça, me sinto leve por não me arrepender de nada, nenhum peso, nenhuma mágoa, me vou como vim, sem choro sem fim, sem saber bem de mim, puro e crente assim, que venham meus querubins, pra me levar e sim, eu vou feliz enfim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

confiança e afins

bom, não somos os mesmos, vamos mudando a cada dia, ainda mais na adolescência não mudar torna-se praticamente impossível. mas e quando a mudança não condiz ? quando o que a pessoa passa a ser é um reflexo da "modinha" ou do "fluxo" ? e se depois de diversas mudanças drásticas e estranhas, vemos que aquela pessoa é totalmente vulnerável, oca de personalidade e que ela muda de acordo com as próprias necessidades ?
acho que talvez isso nos ajude a ter um exemplo de 'não ser', chamamos nossa própria atenção para sermos quem somos e não qualquer um, como a foto mostra, NOT A FAKE. porém, a história não é tão bonitinha e simples quanto parece, nunca é, porque quando enxergamos a falsidade se mostrar bem na nossa frente, vem (ou melhor, vai) um sentimento: a confiança. sim, confiança, aquela velha amiga que ouvimos desde pequenos que é a base para qualquer relação, se mostra arrumando as malas e indo embora, deixando um gosto amargo na boca e uma vontade imensa de se xingar de burra por um bom tempo.
é difícil aguentar, mesmo quando já nos afastamos da pessoa há tempos, quando o baque surdo da desconfiança e da realidade bate lá dentro não tem como segurar e machuca sim, deixa uma cicatriz. mas, pense bem, essa machucadinho lá dentro faz você não cometer o erro duas vezes e botar um pé atrás com aquela determinada pessoa ou até com qualquer um, porque de uma coisa temos certeza, a confiança não some e aparece, ela vai se consolidando e quando se quebra podemos tentar consertar, mas nunca será como antes.

e aí ? gostaram ? beijos